Pórtico da Exposição Farroupilha - 1935

Pórtico da Exposição Farroupilha - 1935
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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

FOTO ADIVINHAÇÃO

FOTO ADIVINHAÇÃO

Hoje estamos postando uma nova "Foto Adivinhação" e dando o resultado da anterior.

A resposta correta era: A Rua Mostardeiro

A imagem que estamos postando hoje é de uma antiga praça de POA . Na imagem aparecem tres grandes prédios. Os dois que estão situados mais à direita existem até hoje e estão preservados na sua arquitetura original. O prédio da esquerda já desapareceu mas abrigava um tradicional cinema de Porto Alegre.


Que local é este? Vale citar as ruas, esquinas etc


Os acertadores receberão uma foto brinde, em alta definição e que poderá ser ampliada e enquadrada se assim desejarem.

Participe , voce pode tentar várias vezes até acertar

Mande sua resposta para:

ronaldomarcos.bastos@gmail.com

sábado, 17 de março de 2012

MALAKOFF - O Primeiro "Arranha-Céu" de Porto Alegre

As Imagens Mais Antigas do Malakoff
Nestas duas fotografias (colorizadas eletronicamente) observamos o Malakoff ainda com sua arquitetura barroco colonial original. Observar as janelas e uma sacada única, na frente, no primeiro andar.
Fotografia Superior: Irmãos Ferrari - 1900
Fotografia Inferior: Virgilio Calegari - 1898
Dia de festa dos Navegantes. A grande movimentação popular em frente ao Malakoff e arredores.
Fotografia de 1890(aprox.)


Neste belo flagrante do talentoso Lunara, observamos um exercício do corpo de bombeiros no Malakoff. Em algumas publicações, esta fotografia foi apresentada erradamente como tendo sido um flagrante de incêndio no Malakoff. Segundo se sabe, nunca houve um incêndio de grandes proporções neste edifício.
Fotografia de Luiz do Nascimento Ramos (Lunara) em 1901
Nas fotografias tomadas do Guaíba na virada do Século XIX a silhueta do Malakoff se salientava. Nesta fotografia, ele aparece encoberto pelo Mercado Público que, na época, ficava na beira do rio.
Fotografia de Virgilio Calegari - 1900

A Última Grande Reforma

Fotografia de 1925
Fotografia de 1925
Fotografia de 1932

Fotografia de 1938
Nas fotografias acima podemos observar o Malakoff com sua arquitetura já bastante modificada pelas várias reformas pelas quais passou. A última, em 1905, modificou bastante suas janelas, acrescentou pequenas sacadas além de modificar bastante o telhado a a balaustrada. Observa-se a influência do neo-clássico predominante naquela época.

Decadência e Demolição

Fotografia tomada por volta de 1960 na qual o Malakoff aparece já na fase final de sua existencia e bastante degradado em seu estado de conservação.
Fotografia aérea tomada pouco tempo depois da demolição. O terreno aparece cercado com tapumes.
Fotografia aérea tomada por volta de 1978 e na qual aparece o edifício Dellapieve que foi construído no local onde se erguia o Malakoff.
Algumas Obras de João Batista Soares da Silveira e Souza
A Casa de Correção, também conhecida como "Cadeia da Ponta do Gasômetro" foi uma das grande obras do empreiteiro João Batista Soares da Silveira e Souza. A construção teve inicio em 1848 e somente teve  conclusão em 1864. Após ser parcialmente destruída por um incêndio em 1954, foi dinamitada em abril de 1962.
A primeira ponte da Azenha era de madeira e foi palco de sangrentos embates durante a Revolução Farroupilha. Esta foi a segunda ponte, cuja construção foi iniciada em 1851 e concluída em 1856. A ponte atual é a terceira a ser construída.
A única obra de João Batista Soares da Silveira e Souza que restou em pé foi a Ponte dos Açorianos (Ponte de Pedra). Conserva sua forma arquitetônica original. Sua construção foi ordenada em 1843 pelo Duque de Caxias quando Presidente da Província e teve as obras concluídas em 1854. Era considerada uma obra muito ousada pelos engenheiros da época.
João Batista Soares da Silveira e Souza nasceu na Ilha de São Jorge nos Açores em 1837 e ainda muito jovem veio para o Brasil estabelecendo-se em Porto Alegre como empreiteiro. Faleceu em 1913.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O Auditório Araujo Vianna

Antes da Construção do Velho Auditório
Nesta fotografia de 1880 podemos observar  os terrenos onde seria construído o primeiro Auditório Araújo Vianna. Na esquina se situavam os escritórios e tanques de armazenamento da  Hidráulica Portoalegrense e ao seu lado, a Sociedade Bailante.

Nesta fotografia, tomada em 1925, observamos o inicio da demolição do prédio da Sociedade Bailante. No final deste mesmo ano, se iniciaria a construção do antigo Auditório.
Nesta fotografia de 1925  (colorizada eletronicamente), observamos, ao fundo o terreno já com os escombros da antiga hidráulica e da Bailante. Aparece ainda parte da Praça da Matriz, o Palácio Piratini e a antiga Assembléia Legislativa. Bem ao fundo, a direita, observam-se as torres da Igreja das Dores.

Os Primeiros Anos Após a Inauguração

As duas fotografias acima, tomadas em 1928, mostram o auditório alguns meses após sua inauguração. Observar que as pérgolas ainda estavam sem a vegetação e na fotografia superior, aparece em primeiro plano o telhado do antigo torreão da Hidráulica Portoalegrense que resistiu mais alguns anos no local.
Fotografia aérea, tomada em 1929, mostra o Auditório, parte da Praça da Matriz e os edifícios ao redor.

Nesta fotografia, tomada do terraço do Palácio Piratini, observamos o grande público que acorria nos dias de apresentações do recém inaugurado Auditório.
Fotografia de 1929.
Fotografia tomada em um dia de desfile. Provavelmente incluindo estudantes de colégios da Capital. Pela ausência de vegetação nas pérgolas, a fotografia deve ter sido tomada nos primeiros anos de funcionamento do Auditório.
Fotografia tomada em 1925 quando foi formada a primeira Banda Municipal. A Banda tinha mais de 50 músicos sendo que alguns foram trazidos do exterior. Podemos dizer que foi o embrião de nossa OSPA.


Um Local de Grande Beleza

As duas fotografias acima foram tomadas em 1939 e já mostram as pérgolas com as trepadeiras e o restante da vegetação que a prefeitura tratou de plantar no local. O velhos bancos de cimento ainda hoje encontram-se espalhados por vários logradouros da cidade.
O por do sol visto da pérgola do antigo Araujo Viana. Ao fundo, salientam-se as torres da Igreja das Doras. Sem dúvida uma fotografia evocativa e de rara beleza.
Fotografia de 1938.
Nas duas fotografias acima podemos observar os bancos e a vegetação que separavam os diferentes terraços  do Auditório. As pérgolas com as trepadeiras emolduravam este belíssimo local.
Fotografias de 1953.

Os Últimos Anos do Antigo Auditório

Fotografias tomadas no final da década de 50 nos últimos anos de funcionamento do Auditório antigo.

A Última Retreta

Fotografia tomada quando se iniciou a demolição da concha acústica. Nos intervalos dos ruídos das marretas e picaretas era possível ouvir os acordes da Banda Municipal tocando a "Marcha do Adeus".

Final das Obras e Primeiros Anos do Novo Auditório

Fotografia tomada no final de 1963 na qual aparece o estágio final da obra do novo Araújo Vianna.
 Fotografia tomada dias antes da inauguração que ocorreu no dia 12 de março de 1964.
Apresentação dos "Pequenos Cantores da Guanabara"  em 1965.                                                                                                 
Um ensaio no palco do novo Auditório. 
Vista geral do novo Araújo Vianna em 1970 (aprox.)



A Cobertura Traz Novos Tempos

Aspectos da cobertura do Araújo Vianna. A fotografia superior mostra a primeira tentativa (malograda) de cobrir o auditório  e nas inferiores, a atual cobertura em construção que esperamos, seja definitiva.

José de Araujo Vianna

José de Araújo Vianna nasceu em Porto Alegre no dia 10 de fevereiro de 1871 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 02 de novembro de 1917. O grande músico teve sua formação na Europa mais precisamente em Milão e Paris. Também viajou muito para São Paulo, Montevidéu e Buenos Aires. Aos 37 anos, no auge de sua carreira, sobreveio uma doença degenerativa do Sistema Nervoso. Consultou os maiores especialistas da época tendo inclusive viajado à Europa para uma consulta com o Dr. Babinski. Malogrados os esforços para sua cura, morreu no Rio de Janeiro em uma das tentativas para buscar tratamento para sua doença.
Ao colocar seu nome no Auditório, Porto Alegre presta uma justa homenagem ao grande maestro cuja obra foi intensa, apesar da morte precoce aos 45 anos.