Pórtico da Exposição Farroupilha - 1935

Pórtico da Exposição Farroupilha - 1935
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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

FOTO ADIVINHAÇÃO

FOTO ADIVINHAÇÃO

Hoje estamos postando uma nova "Foto Adivinhação" e dando o resultado da anterior.

A resposta correta era: A Rua Mostardeiro

A imagem que estamos postando hoje é de uma antiga praça de POA . Na imagem aparecem tres grandes prédios. Os dois que estão situados mais à direita existem até hoje e estão preservados na sua arquitetura original. O prédio da esquerda já desapareceu mas abrigava um tradicional cinema de Porto Alegre.


Que local é este? Vale citar as ruas, esquinas etc


Os acertadores receberão uma foto brinde, em alta definição e que poderá ser ampliada e enquadrada se assim desejarem.

Participe , voce pode tentar várias vezes até acertar

Mande sua resposta para:

ronaldomarcos.bastos@gmail.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul

A Primeira Sede 
As duas fotografias acima mostram o prédio do Liceu Dom Afonso, situado na esquina da Rua Marechal Floriano com a Duque de Caxias,onde se instalou inicialmente a Biblioteca Pública em 1876. Este edifício abrigou também a Escola de Direito, a Escola de Medicina e posteriormente foi a Chefatura Central de Polícia de Porto Alegre até 1948 quando foi destruído por um incendio. No local, hoje, encontra-se o Colégio Sevigné.
Na época em que ambas as fotografias foram tomadas, a Biblioteca Pública ainda funcionava no local.
Fotografia de cima: Irmãos Ferrari - 1900
Fotografia de baixo: Virgilio Calegari - 1904
Clique nas fotografias para ampliar
As duas fotografias acima mostram os dois Presidentes da Província que estiveram diretamente envolvidos com a abertura da Biblioteca Pública do RGS. 
Na fotografia da esquerda Francisco Xavier Pinto de Lima que foi o presidente que assinou a lei de criação da Biblioteca ( lei nº 724 de 14 de abril de 1871).
A fotografia da direita é de Tristão de Alencar Araripe que era o Presidente da Província do RGS na época da abertura da Biblioteca ao público no dia 21 de janeiro de 1877.


O Inicio das Obras da Sede Atual

Na fotografia acima, tomada em 1913, mostra o edifício da Biblioteca Pública durante as obras da primeira parte iniciada em 1912.
A fotografia acima foi tomada no início do século XX e mostra a esquina da Gal. Camara com a Riachuelo. À esquerda, o casarão de esquina, que seria demolido em 1911 para que no local se iniciasse a construção da Biblioteca Pública.
Fotografia de Virgilio Calegari
Nesta raríssima fotografia, tomada por volta de 1890, observamos o casarão da esquina da Gal. Camara com a Riachuelo na época em que ali funcionava a Companhia União Telephonica que foi nossa primeira central de telefonia.

A Estrutura Atual Após as Obras de Ampliação

Na fotografia acima, tomada em 1922, aparece o edifício da Biblioteca Pública em sua forma atual e definitiva após a ampliação que ocorreu a partir de 1919.
Esta fotografia mostra o engenheiro Teophilo Borges de Barros que foi o responsável pelas obras iniciadas em 1919 e concluídas em 1922.
O engenheiro Teophilo era, na ocasião, o titular da Secretaria de Obras Públicas do Estado do Rio Grande do Sul e foi o responsável por muitos outros prédios históricos de Porto Alegre e também em cidades do interior do estado.
Fotografia de Virgilio Calegari - 1920
Na fotografia acima, aparece o prédio da Biblioteca Pública em 2008, já fechado, após se iniciarem as obras de recuperação e restauração. 

O Requinte e a Beleza na Época da Inauguração

O Hall de Entrada
                
As duas fotografias acima, tomadas em épocas diversas, mostram a escadaria do Hall de entrada bem como o luxo e a beleza das pinturas e das esculturas. A fotografia de cima é de 1922 e a de baixo mostra parte da escadaria antes do início do processo de recuperação. Observar que as pinturas da parede lateral ainda estão recobertas por tinta cinza.

A Sala Borges de Medeiros
As tres fotografias acima mostram a sala Borges de Medeiros.Durante muitos anos, antes de ser concluído o Palácio Piratini, Borges de Medeiros despachava desta sala. Ela tem dois espaços congregados, um para pesquisa e outro que dá acesso ao elevador Otis que foi instalado em 1915 (um dos primeiros instalados no estado). A sala tem ornamentos dourados em estilo gótico florentino e uma bela decoração em madeira entalhada. A mobília Luis XV e a tapeçaria eram luxuosas sendo que a mesa é cópia de uma existente no Museu de Versailles. As portas laterais abrem-se para o jardim de inverno. Boa parte dos móveis,esculturas e tapeçaria desta sala, encontram-se  no Palácio Piratini desde 1972.
As fotografias são de 1922.

O Salão Egípcio

Estas duas fotografias acima mostram o Salão Egípcio. Na fotografia superior observamos parte da rica decoração interna salientando-se as pinturas e a tapeçaria. Esta fotografia foi tomada pouco antes da inauguração em 1922.
Na fotografia inferior, um detalhe das pinturas das paredes na época em que se iniciou a restauração em 2007.
Na fotografia acima, tomada quando do início do processo de restauração, podemos observar uma das muitas esculturas do Salão Egípcio

O Salão Mourisco
                 
        
Outro belíssimo salão da Bilbioteca Pública é o Mourisco. Sua decoração foi executada em 1921 por Fernando Schlater e foi inspirada no Palácio de Alhambra. A pintura dourada é um destaque assim como o rico mobiliário, as esculturas e as luminárias em estilo gótico florentino. Em cada canto existe uma coluna de mármore com bustos de Camões, Shakespeare, Dante e Homero.
A fotografia de cima é de 1922 e a de baixo da época da restauração em 2007.


A Sala Guilhermino Cezar
Nesta fotografia, tomada em 1922, aparece um vista da sala Guilhermino Cezar, uma homenagem ao escritor, jornalista e dramaturgo, nascido em 1908 e falecido em 1993. Na escrivaninha a direita, aparece sentado o poeta Eduardo Guimaraens.

A Sala de Conferencias

Estas duas fotografias, tomadas em 1922, mostram a ampla sala de conferencias  que tinha uma grande tribuna em madeira lavrada e um grande número de cadeiras para a platéia que na fotografia de cima foram removidas.

As Salas de Leitura
Situada no pavimento superior, estava originalmente separada em duas alas: a dos homens e a das senhoras. Esta tinham uma decoração feminina e floral, de acordo com a imagem que se tinha da mulher na sociedade da época. As pinturas são de Fernando Schlater  e os arcos almofadados com medalhões em bronze dourado contendo efígies de brasileiros ilustres como: Visconde do Rio Branco, José de Alencar, Victor Meirelles, Pedro Américo, Carlos Gomes, Araujo Vianna, Castro Alves, Olavo Bilac,  Raul Pompéia, Euclides da Cunha, Araújo Porto Alegre, Machado de Assis, Joaquim Nabuco, Gonçalves Dias e Quintino Bocaiúva.
A fotografia é de 1922.


O Jardim Interno 
A sala Borges de Medeiros tinham portas para um Jardim Interno com grande número de folhagens e uma fonte de pedra com uma estátua central em estilo Art-nouveau. Na base desta estátua existe uma inscrição: "Envolve-me um sonho de beleza".

Sala da Administração
                
A administração da Biblioteca era formada por vários funcionários além da direção. Na fotografia superior aparece a sala da administração e na de baixo, todos os funcionários tendo ao centro o diretor Augusto Gonçalves de Souza Junior.
As fotografias são de 1930.

Estruturas Metálicas para o Acervo
As galerias metálicas para guarda do acervo bibliográfico foram concebidas dentro da concepção de arquitetura da engenharia do século XIX (tal como os interiores do Arquivo Público), quando a figura do engenheiro, com suas estruturas metálicas, sobrepujava a figura do arquiteto. A proposta lembra a estrutura metálica de Henri Labrouste para a Bibliothèque Nationale de Paris (1860-68). É inteiramente metálica, em três níveis, executada em chapas de aço pesando seis toneladas.Para que fosse possível a colocação destas estruturas, houve necessidade de um reforço no piso original.
Fotografia de 1922.





As Agressões e Restaurações Desastrosas

Em 1956, sob a orientação de Aldo Malagoli, ocorreu uma reformulação interna que desfigurou principalmente as pinturas das paredes. Com a justificativa de que não tinham valor artístico foi mandado recobrir as mesmas com tinta cinza PVA. 
Na fotografia acima podemos observar uma destas pinturas aparecendo embaixo da parte já removida de tinta cinza. Um verdadeiro crime......

Alguns dos Antigos Diretores





                          Clique nas fotos para Ampliar
Graciano Alves de Azambuja - Em cima à esquerda - 1882 a 1884
Augusto Meyer - Em cima à direita - 1928 a 1930
Eduardo Guimaraens - No meio à esquerda - 1922 a 1928
Arthur Ferreira Filho - No meio à direita - 1956 a 1959
Manoelito De Ornellas - Em baixo à esquerda - 1938 a 1939
Jayme Caetano Braun - Em baixo à direita - 1959 a 1963



Restauração e Conservação

A atual diretora é a Bibliotecária Morgana Marcon que a aparece nesta fotografia mostrando detalhes do processo de restauração que está ocorrendo desde 2007.
 Detalhe das escadarias de ferro sendo restauradas. Esta escadaria foi importada de uma empresa alemã a Joly e tem parafusos marchetados em forma de flores e o peitoril totalmente decorado
                
                
Nas tres fotografias acima observamos o precesso de restauração do piso com a recolocação do parquet e manutenção dos desenhos originais.
Nesta fotografia aparece o jardim interno com as floreiras vazias. A terra foi retirada pera que ocorresse um processo de impermeabilização necessária em função do comprometimento das paredes internas com a umidade advinda da chuva.
Na fotografia acima, podemos observar que a escultura que fica na parte superior do elevador e que tem pintura dourada, foi retirada para restauração.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Porto Alegre - A Capital dos Bondes - Parte III

O Abrigo dos Bondes na Praça XV de Novembro
O abrigo de bondes da Praça XV de Novembro foi construído em duas etapas. No início da década de 30, junto à rua José Montaury, foi construído um abrigo pela Companhia Carris Porto-Alegrense. Em 1935, o abrigo foi prolongado numa extensão de 38m.  em uma ala de frente para a lateral do antigo edifício Malakoff (hoje Ed. Delapieve). O Abrigo atendia aos usuários das linhas de bondes Floresta e Independência, com acesso pelo lado voltado para a Praça XV, e a linha para a Cidade Baixa e Partenon pela ala do Edifício Malakoff. Servia como ponto de confluencia e translado. Atualmente,o abrigo da Praça XV possui 26 estabelecimentos, a maioria, pequenas lojas e lancherias.
Nas duas fotografias abaixo, tomadas em 1955 aparece o abrigo com passageiros aguardando embarque e outros desembarcando.

Os dois mapas mostrados abaixo foram retirados e modificados do livro: "Cento e Onze Anos de Transporte - Secretaria dos Transportes - 1976 e mostram as linhas projetadas para sairem e chegarem ao centro bem como os translados entre as mesmas. Nesta época o abrigo ainda não estava construído mas já estava no projeto como podemos observar.
                     Clique no Mapa para Ampliar
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A fotografia acima, tomada em meados da década de 30, mostra o abrigo e parte da Praça XV de Novembro. Aparece ainda ao fundo o velho Ed. Malakoff e a esquerda, a Rua José Montaury. A segunda parte já havia sido concluída na ocasião da fotografia e o fotógrafo estava posicionado no Hotel Jung.
Na fotografia abaixo uma vista do abrigo no final do anos 30.



A Entrada da Electric Bond and Share e o predomínio dos Bondes Americanos

Em 31 de dezembro de 1928, já sob o controle da Electric Bond and Share, a nova Companhia Carris Portoalegrense comprou 20 veículos com eixo duplo da J. G. Brill, na Filadélfia, Estados Unidos, que foram numerados de 106 a 125 quando chegaram a Porto Alegre. A fotografia abaixo, tomada ainda na fábrica, mostra um dos bondes Brill antes do embarque para Porto Alegre. A fotografia pertence a coleção de Allen Morrison

Abaixo aparece o número 117 fotografado em 1962 quando trafegava pelo corredor exclusivo para bondes na Avenida João Pessoa.
Fotografia da Coleção William Janssen
Nesta fotografia abaixo (1928), feita pelo fabricante americano antes de embarcar para o Brasil, aparece o interior de um Bonde Brill.
A Carris modificou e melhorou o conforto de alguns de seus carros. 
Na fotografia abaixo, o interior de um Bonde Brill, reformado pela própria Carris e no qual foram colocados  bancos estofados e revestidos com palhinha.
A fotografia é de 1940
O Bonde Brill  de número 102 aparece na foto abaixo passando pela Avenida Protásio Alves. A fotografia é de 1964 e pertence a coleção William Janssen.