VARIG - 90 anos

VARIG - 90 anos
Vista Aérea do Colégio Rosário e Arredores - 1949
Minha foto
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

domingo, 28 de novembro de 2010

A Nova Catedral

Jesus Maria Corona e Giovanni Batista Giovenale



O concurso instituído pela Cúria Metropolitana em 1916 foi ganho por Jesus Maria Corona(E) mas sofreu muitas críticas notadamente da Faculdade de Engenharia. O concurso não foi levado em consideração e D.João Becker determinou que fosse contratado o italiano Giovanni Batista Giovenale(D) cujo projeto foi executado.A imagem de Jesus Corona que estamos postando, foi feita a partir de um auto-busto do mesmo existente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Concepção Arquitetônica de Giovenale Para a Catedral



Este foi o projeto arquitetônico concebido pelo arquiteto romano Giovanni Batista Giovenale para a Catedral de Porto Alegre em 1920. Praticamente todo o projeto foi executado com exceção de alguns detalhes que foram modificados pelos arquitetos locais.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dois Projetos Para a Catedral



Na fotografia acima podemos ver a concepção criada por Jesus Maria Corona e que previa uma Catedral neogótica. Na foto abaixo,alguns dos vários desenhos de Giovenale que detalhavam como seria a nova Catedral.
O Transporte das Pedras Para a Nova Catedral



Todos os blocos de granito róseo que foram utilizados na construção da Catedral,foram retirados de pedreiras situadas nos arredores da capital. A principal ficava situada na Aberta dos Morros em Teresópolis e era de propriedade da Catedral. Na foto superior (1922), o carretão utilizado para transportar as grandes pedras em uma época em que ainda não haviam caminhões necessariamente fortes para o transporte. Na fotografia abaixo (1938), uma vista da pedreira na Aberta dos Morros em Teresópolis.
Ordenação Sacerdotal na Cripta



Nesta fotografia, tomada no interior da cripta, podemos ver uma cerimônia de ordenação sacerdotal realizada pelo arcebispo D. João Becker. A cripta serviu como igreja entre 1929 e 1950. Após, continuou sendo utilizada para festividades paroquiais tais como,as antigas quermesses durante as festas da Madre de Deus. Atualmente, abriga o Museu de Arte Sacra.
Lançamento da Pedra Fundamental – 1921



Após a demolição das sacristias na parte posterior da velha matriz, foi lançada a pedra fundamental( 07.08.1921) da nova Catedral pelo Arcebispo D. João Becker que aparece discursando na fotografia. Em primeiro plano, as grandes pedras que restaram da demolição inicial.Todas estas pedras foram utilizadas nos alicerces da Nova Catedral.
Getulio Vargas Visita a Catedral – 1929



Histórica visita de Getulio Vargas as obras da Catedral. Na fila da frente: D. João Becker,GetulioVargas,General Paim Filho, prefeito Alberto Bins e Monsenhor Nicolau Marx. Na segunda fila: Monsenhor Balém, Dr.Pitrez, Monsenhor José de Nadal, Com. Antonio Chaves Filho,Oscar Leygrand,Conego Vicente Scherer( Cardeal Scherer) e o Dr. Adalberto de Carvalho.
Obras da Catedral -1935



Nesta fotografia podemos observar o estágio das obras em 1935. Os grande arcos de sustentação da cúpula já estavam prontos mas as abóbodas laterais e a posterior, ainda não estavam construídas.
Imagens das Obras em 1939



Na fotografia da direita uma visão da face lateral voltada para Rua Espírito Santo. Na fotografia da esquerda, o aspecto do interior da nova igreja quando ainda não havia sido coberta a nave central.
A Catedral em 1948



Este foi o ano no qual foi inaugurada simbolicamente a Catedral.Foi durante a realização do Congresso Eucarístico Nacional, com a presença de todo o clero nacional formado por grande número de sacerdotes,bispos,arcebispos e cardeais. Na verdade, os ofícios religiosos somente passaram a ocorrer a partir de 1950.
Fechamento da Cúpula Interna – 1955



Esta fotografia panorâmica tomada do tribunal de justiça, mostra o estágio das obras quando foi concluído o fechamento da cúpula interna. Após esta etapa, foi iniciada construção da cúpula externa.
A Cúpula em Duas épocas



A fotografia da esquerda é de 1965 e mostra o estágio das obras da cúpula naquela época. Observar que o lanternim já se encontrava colocado. Na da direita, tomada recentemente, observa-se o revestimento de cobre que foi colocado na cúpula,e que não se encontrava previsto no projeto arquitetonico original.
A Antiga Rua D. Sebastião



Nos tempos da velha matriz, o espaço entre o palácio e a igreja era uma rua que ligava a Duque de Caxias com a Cel. Fernando Machado. Foi, no passado, também apelidada de Beco do Cemitério. Atualmente está fechada ao transito de pedestres e, deixou de existir como via pública, desde a construção da nova Catedral.
Interior da Catedral e Detalhe do Altar Mór



Nestas duas fotografias aparecem os aspectos internos da Catedral e no detalhe da fotografia da esquerda, podemos ver o alter mor onde salienta-se a tela do pintor Aldo Locatelli.
Nave Central e Vista Interna do Interior da Cúpula



Estas duas fotografias mostram aspectos do interior da Catedral nos dias de hoje. O contraste das cores da pintura combinado com os detalhes arquitetônicos fazem da Catedral Metropolitana de Porto Alegre a maior e mais bela igreja do Rio Grande do Sul.
A Catedral Metropolitana de Porto Alegre



Os serviços religiosos foram transferidos da cripta para a nova Catedral em 1949 mas, somente em 10 de agosto de 1986, ela foi dada como terminada. Do inicio das obras(1921) até seu término(1986) decorreram 65 longos anos. Como afirmava o Monsenhor João Maria Balém, a Catedral é “ Um Monumento Para a Eternidade”.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Igreja Matriz de Porto Alegre – Parte I

Panorama em 1865



Esta fotografia obtida pela fusão eletrônica de duas imagens de Luis Terragno, dão uma idéia de quanto se salientavam as torres da velha Matriz sobre as outras edificações da cidade. Durante décadas, estas torres podiam ser observadas de qualquer ponto da cidade e também do Guaíba.
Festa do Divino – 1870



Esta rara imagem de Luis Terragno mostra a velha Matriz e as barracas destinadas aos festejos em homenagem ao Divino Espírito Santo, tradicional festa católica de outros tempos cujos ofícios religiosos ocorriam na igreja e a festa popular na Praça da Matriz.
São Francisco das Chagas – Padroeiro do Porto dos Casais



Esta imagem teria sido retirada da velha capela da rua da praia e colocada na velha Matriz. Encontra-se preservada na cripta da Catedral.
Dois Altares da Velha Matriz


Estas duas fotografias mostram a beleza escultural dos altares e demais adornos da velha igreja. Tudo foi realizado com mão de obra local no início do século XIX. Grande parte deste acervo se acha preservado no museu existente na cripta da Catedral.
A Capela do Divino – 1900



A capela do Divino Espirito Santo foi demolida e reconstruída várias vezes a partir de 1800. A que aparece nesta fotografia de Virgilio Calegari, a última delas, foi concluída em 1884 e demolida juntamente com a velha Matriz em 1929.
A Velha Matriz e a Capela do Divino - 1900



Nesta belíssima fotografia de Virgilio Calegari podemos observar as duas igrejas demolidas na mesma época. A Catedral Metropolitana de Porto Alegre, ocupa exatamente a largura do terreno das duas igrejas.
Planta da Cripta



Com 8 metros de altura, 37 metros de comprimento e 47 de largura, a cripta é uma igreja semi-subterranea. A parte mais volumosa na Catedral repousa sobre as colunas e alicerces da cripta.
Interior da Cripta – 1938



Durante quase 20 anos a cripta foi o local de todas as celebrações religiosas pois somente em 1949 é que a nova Catedral ficou em condições de receber os ofícios. Observar as colunas em granito que dão sustentação a Catedral.
Última Missa – 20 de março de 1929



Estas duas fotografias mostram o último ato religioso celebrado na velha igreja. Uma missa, rezada pelo Acebispo D. João Becker marcou o fim dos 135 anos de uma de nossas relíquias culturais.
Retirada das Imagens e dos Altares – 1929



No dia 5 de fevereiro de 1929 foi iniciada a mudança de altares, imagens e outros adornos da velha Matriz para a cripta. Estas duas fotografias mostram flagrantes deste processo.
Demolição da Velha Matriz – 1929



Enquanto prosseguia a demolição já se observava o erguimento das paredes da nova Catedral
Inicio da Demolição da Velha Matriz - 1929



A cripta começou a ser utilizada a partir de 20 de março de 1929. Após esta data iniciou-se o processo de demolição da velha Matriz. Na fotografia, podemos observar a cripta e ao fundo, a matriz. Observar que a cripta( com 8 metros de altura) permitiu o nivelamento do terreno sobre o qual foi construída a nova Catedral.
Fase final de Demolição da Matriz e Capela do Divino



Nestas duas fotografias podemos observar a fase final do processo de demolição das duas igrejas. A grande quantidade de pedras utilizadas na construção da velha matriz, foi aproveitada nos alicerces da nova Catedral.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Beco do Rosário e a Avenida Otávio Rocha

O Beco do Rosário – 1875



Esta é a fotografia mais antiga que conhecemos do Beco do Rosário. A esquina que aparece em primeiro plano é a da Vigário José Inácio e ao fundo a Igreja Luterana, ainda novinha, apenas dez anos após sua conclusão(1865).
Esquina do Beco do Rosário com a Marechal Floriano – 1890



Nesta fotografia dos Irmãos Ferrari, tomada na esquina do Beco do Rosário (na época já denominado Rua 24 de Maio) com a Rua Marechal Floriano que aparece em boa parte de sua extensão.
Rua 24 de Maio – 1920



A fotografia mostra o trecho entre a Dr. Flores e a Senhor dos Passos. Este trecho não foi alargado mas as casas foram demolidas para que se construísse a Praça Otávio Rocha.
Inicio das Demolições na 24 de Maio – 1926



Fotografia tomada desde a esquina da 24 de Maio com a Marechal Floriano. Na época em que a fotografia foi tomada, o edifício da esquerda ainda resistia à demolição. Nele funcionava a tradicional Casa Carvalho que após, passou a ocupar o prédio da direita(Café Brazil).
Demolições Para Alargamento da 24 de Maio – 1926



Nesta rara fotografia, é possível observar as demolições realizadas para abertura da nova avenida. A esquina que aparece em primeiro plano é a da Vigário José Inácio ( Rua do Rosário) e ao fundo a igreja Luterana.
Praça Otávio Rocha – 1930



Fotografia tomada na época do término das obras de ligação da Otávio Rocha com a então Rua São Rafael. A praça mostra árvores recentemente plantadas e à esquerda, o terreno no qual seria construído o edifício onde, por muitos anos, funcionou o Hotel Carraro.
Praça Otávio Rocha – 1939



Fotografia tomada do interior da Praça Otávio Rocha em direção a Igreja Luterana. Esta igreja, concluída em 1865, foi demolida impiedosamente na década de 70 e em seu lugar, construiu-se um misto de estacionamento de automóveis e templo religioso. Um verdadeiro crime contra o patrimônio histórico da cidade.
Avenida Otávio Rocha – 1940



Fotografia tomada em direção a Senhor dos Passos. Em primeiro plano a esquina com a Dr. Flores onde se observa o edifício da tradicional Lojas Renner até hoje existente no mesmo local. O trecho entre a Rua Senhor dos Passos e Dr. Flores não foi alargado quando da abertura da Avenida. As casas foram demolidas para dar lugar à Praça Otávio Rocha.
Avenida Otávio Rocha – 1959



Nesta fotografia podemos observar toda a extensão da Avenida Otávio Rocha bem como parte de sua ligação com a Alberto Bins. O tráfego de veículos e bondes nesta época mostrava a importância da obra para a cidade.
Praça e Avenida Otávio Rocha – 2005



Nesta fotografia podemos ver a parte mais alta da Praça bem como a subida da Avenida em direção a Senhor dos Passos.
Vistas da Praça Otávio Rocha – 2007



Construída no terreno triangular que se formou com a junção da Rua São Rafael com a Otávio Rocha e mais a Senhor dos Passos, a Praça Otávio Rocha é formada por 3 terraços com escadarias. Sem dúvida, um belo projeto paisagístico pensado 80 anos atrás.
Avenida Otávio Rocha – 2006



Na administração Socias Villela a Otávio Rocha foi bloqueada ao transito de veículos. Foi construído um grande canteiro central deixando duas estreitas pistas laterais. Com a retirada dos bondes a avenida perdeu boa parte de sua importância para o transito.
Otávio Brochado da Rocha



Assumiu a prefeitura (intendência) com a determinação de reformar a cidade. Em seus projetos estavam previstas as construções de avenidas largas, bulevares e rótulas, especialmente na área centra.Otávio Rocha mandou derrubar dezenas de casarões e cortiços, que simbolizavam pobreza e atraso. Esta série de reformas fizeram com que ficasse conhecido como o "reformador" da cidade de Porto Alegre. Morreu precocemente em 27 de fevereiro de 1928 sem completar o mandato.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Rua Sete de Setembro

Mapa da Rua Sete de Setembro no Início do Povoamento



Esta é uma parte do mapa da cidade de Porto Alegre feito pelo Eng. Clóvis Silveira de Oliveira e editado em seu livro “Porto Alegre – A Cidade e Sua Formação”-Ed.Norma–1985.Colorizamos as áreas para facilitar o entendimento dos leitores. A linha vermelha representa a beira do rio no início do povoamento (1752). Em verde, está o atual alinhamento da Sete de Setembro e em azul claro, a área atual que foi sucessivamente aterrada até o Cais do Porto.Ao observar o mapa, podemos reparar que o chamado “Beco dos Marinheiros( trecho à esquerda no mapa) e o trecho entre a Gal. Câmara e a Praça XV (Porto dos Ferreiros) não teriam continuidade sem os aterros.
A Rua da Alfândega – 1860



Esta raríssima fotografia, tomada por Luis Terragno, mostra a Sete de Setembro quando ainda se denominava “ Rua da Alfândega”. Ao fundo.à direita, o casarão do comerciante Manoel Ferreira Porto Filho e a esquerda, algumas árvores da Praça da Alfândega. Observar que após o casarão da direita, não tínhamos ainda nenhuma edificação pois era ainda, beira do Guaíba.
Rua Sete de Setembro – 1895



Esta fotografia foi tomada da parte fronteira ao Cais da Alfândega em direção a Praça da Harmonia. Observa-se à direita a antiga Delegacia Fiscal e o destaque para a chaminé da Fiat Lux que já operava na época.
A Antiga Delegacia Fiscal – 1895



Esta raríssima fotografia, tomada pelo fotógrafo amador Herr Colembush, mostra a delegacia fiscal que ficava situada ao lado do Cais da Alfândega que aparece ao fundo. Exatamente neste local, situa-se hoje o edifício sede do Banrisul.
Rua Sete de Setembro – 1898



Fotografia dos Irmãos Ferrari, tomada da esquina da Praça da Alfândega em direção a Praça XV que aparece ao fundo. Na imagem aparece, a esquerda, em primeiro plano, o edifício construído pelo comerciante Comendador Manoel Ferreira Porto Filho e onde hoje está o Santander Cultural. A direita, na esquina com a Gal. Câmara, aparece o edifício sede do Banco do Brasil.
Rua Sete de Setembro – 1900



Esta vista, tomada desde a Praça Montevidéu, mostra o trecho final da Rua Sete de Setembro naquela época. A agência dos Correios funcionava neste prédio da esquina e ali ficou até 1914 quando foi transferido para o novo edifício que hoje é o Memorial do RGS. Fotografia de Virgilio Calegari
Antiga Caixa Econômica Federal – 1910



Belíssimo edifício construído para ser a sede da Caixa Econômica Federal em Porto Alegre se localizava, basicamente, no mesmo lugar do atual. A rua lateral entre o edifício atual e a praça foi suprimida e o mesmo ficou dentro do espaço da Praça da Alfândega
Vista da Rua Sete de Setembro – 1926



Esta é mais uma bela fotografia deixada pelo fantástico fotógrafo Virgilio Calegari. A imagem foi tomada da Rua General Câmara em direção a Praça XV de Novembro.A direita, em primeiro plano, aparece o edifício do Banco do Brasil e a esquerda, o casarão que ficava no terreno onde hoje se encontra o edifício sede do antigo Banco Sulbrasileiro.