Hospital Parque Belém

Hospital Parque Belém
Hospital Parque Belém - Vista da Parte Fronteira
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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Abastecimento de Água em Porto Alegre

Bomba Wortington da Hidráulica Municipal – 1926



Esta bomba da Wortington Simpson , importada da Inglaterra e instalada na Hidráulica Municipal do Moinhos de Vento, fez parte do projeto de modernização que o Intendente Otávio Rocha implementou no fornecimento de água em Porto Alegre.
Chafariz da Praça da Harmonia – 1890



Este chafariz foi instalado pela Hidráulica Porto-Alegrense na Praça da Harmonia em 1870. Este chafariz foi colocado no mesmo lugar onde anteriormente havia uma fonte pública que bombeava água diretamente do Guaíba. Este bombeamento era feito pelos presos da Casa de Correção que ficava ao lado.

Chafariz da Praça da Matriz – 1900



Foi o primeiro dos chafarizes instalados em logradouros públicos pela Hidráulica Porto – Alegrense. De rara beleza, foi demolido em 1910 para permitir a construção do monumento em homenagem a Júlio de Castilhos. Parte de suas imagens que representam os afluentes do Guaíba, encontra-se preservadas na Praça Dom Sebastião.
Charge de “O Século” – 1884



Esta charge, publicada no jornal satírico “O Século” que circulou em Porto Alegre no Século XIX se refere à qualidade da água fornecida pela Companhia Hidráulica aos moradores da cidade. Na legenda da charge se lia: esta é a água “suculenta” que a Hidráulica dá ao povo para beber.

Chafariz da Praça XV de Novembro – 1876



Este chafariz de ferro foi instalado ali pela Companhia Hidráulica Porto-Alegrense por volta de 1870 e depois foi modernizado e melhorado pela municipalidade quando arborizou e introduziu grandes melhoramentos na praça a partir de 1879. O chafariz encontra-se preservado e restaurado no Parque Farroupilha.
Companhia Hidráulica Porto - Alegrense – 1865



Esta raríssima fotografia, tomada por Luis Terragno em 1865 mostra a construção da Hidráulica Porto–Alegrense na esquina da Rua Duque de Caxias com a Praça da Matriz e ao lado da Sociedade Bailante que ali já existia desde meados do século XIX. O torreão e o edifício dos escritórios já estavam prontos mas, observa-se as obras no terreno onde ficavam os reservatórios.

Companhia Hidráulica Porto - Alegrense – 1895


Esta fotografia mostra a Hidráulica Porto – Alegrense já em pleno funcionamento e com o ajardinamento no terreno onde ficavam os reservatórios subterrâneos. Esta hidráulica armazenava a água que vinha por decantação em condutos de ferro desde a nascente do Dilúvio na Lomba do Sabão e distribuía, também por decantação, para os consumidores. A água não era nem tratada nem bombeada devido à altura privilegiada da localização dos reservatórios.
Demolição da Hidráulica Porto – Alegrense – 1928



Em 1928 o então Intendente (como se denominava o prefeito na época) Otávio Rocha encampa a Hidráulica Porto – Alegrense e assume os serviços que a mesma prestava à população. Ato subseqüente, promove a demolição da Hidráulica e também do edifício da Sociedade Bailante iniciando, em seguida, a construção do antigo Auditório Araújo Viana no mesmo local. Esta fotografia mostra os escombros da antiga hidráulica e se observa que apenas o torreão ainda estava de pé.

Construção dos Tanques da Hidráulica Guaibense – 1890


Nesta belíssima fotografia, tomada por Virgilio Calegari, observamos os tanques da Hidráulica Guaibense ainda em construção. O belo ajardinamento que aparece em primeiro plano, existe até hoje em frente à Hidráulica Moinhos de Vento (atualmente pertencendo ao DMAE)
Hidráulica Guaibense – 1908



A localização aprazível da Hidráulica Guaibense no bairro Moinhos de Vento despertou grande interesse dos portoalegrenses da época. Não raro, as famílias utilizavam o espaço para passeios, principalmente nos fins de semana.
Filtros da Hidráulica Moinhos de Vento – 1926


Deve-se ao intendente Otávio Rocha a instalação de um moderno sistema de filtragem, decantação e tratamento da água fornecida pela Hidráulica Municipal. A água, antes amarelada e de odor muitas vezes desagradável, passou a ser limpa e ótima para o consumo da população.

Hidráulica Moinhos de Vento – 1928



Esta fotografia foi tomada da praça em frente a Hidráulica Moinhos de Vento e mostra a mesma na época dos melhoramentos introduzidos pela municipalidade
Hidráulica Moinhos de Vento – 1939


Esta belíssima fotografia foi tomada dos tanques para a parte fronteira da hidráulica. Observa-se à esquerda o grande reservatório metálico (até hoje preservado). Bem ao fundo, a torre da Rádio Sociedade Gaúcha que, ao contrário do que se possa imaginar não era metálica e sim toda de madeira (Ipê amarelo).

Vendedores Ambulantes de Água – Século XIX


Uma atividade que perdurou por muitas décadas em Porto Alegre era a dos vendedores de água à domicílio. Até depois da instalação das hidráulicas estes vendedores ainda atuavam principalmente em zonas mal abastecidas e com poucas vertentes naturais. Sua atividade desapareceu lentamente a partir de 1930 quando a municipalidade implementou melhorias e expansão nos serviços de fornecimento de água.

Hidráulica Moinhos de Vento – 2009


Estas duas fotografias da Hidráulica Moinhos de Vento mostram a beleza da preservação que foi implementada pelo DMAE a partir de sua criação em 1961. Vale aqui ressaltar que o DMAE presta um dos melhores serviços de fornecimento de água do Brasil. Realmente um orgulho da cidade e que deve ser preservado.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Riacho

Vista Aérea do Riacho - 1926


Nesta raríssima fotografia aérea da Cidade Baixa, podemos observar o Pão dos Pobres com o Riacho passando atrás. Observar também as casas da Rua João Alfredo que davam fundos para o Riacho e que conferiram a mesma o apelido de “Rua da Margem”. A ponte que aparece cruzando o riacho em baixo na fotografia está no alinhamento da Rua da República.
Vista Aérea das Obras de Canalização - 1955


Esta fotografia aérea tomada no ano de 1955 mostra o estado das obras de canalização no bairro Partenon. O trecho que aparece em primeiro é o da atual Rua Santa Cecília (a esquerda na transversal) e as pontes seguintes são o cruzamento da Vicente da Fontoura e Lucas de Oliveira.Bem ao fundo, os terrenos onde hoje está o Campus da PUC.
Rua João Alfredo - 2008


Esta recente fotografia mostra (a esquerda) um correr de casas muitas delas da época em que o Riacho passava atrás de seus terrenos. Durante muitas décadas, a população conhecia a João Alfredo como “Rua da Margem”.Sem dúvida, ela fazia jus ao apelido.

Riacho e Av Ipiranga - 2007


Esta fotografia aérea mostra parte da Avenida Ipiranga e a foz do Riacho nos dias de hoje.Também se observa o alargamento do leito do Riacho próximo a foz.
Praça Garibaldi - 1910



Nesta fotografia curiosa, pois a sombra do fotógrafo e de seu equipamento aparecem na imagem, podemos ver na lateral esquerda parte do pequeno cais que existia neste local. Em seu trajeto original, o Riacho passava próximo da Praça e ali foi construído um pequeno cais para embarque e desembarque de mercadorias (principalmente lenha).

Ponte na Avenida João Pessoa - 1951


Este era o estado das obras em 1951 no trecho entre a João Pessoa e a Santana. Na imagem observamos, a esquerda ao fundo, o Hospital Ernesto Dornelles e o Palácio da Polícia em construção
Ponte da Azenha - década de 40


Esta belíssima fotografia permite uma avaliação das obras desde a ponte da Azenha até o Guaíba. Este foi o primeiro trecho a ficar pronto. Observa-se os aterros laterais para formar os taludes e aumentar a profundidade do leito do Riacho em relação ao nível da rua. O conjunto de casas humildes que aparecem na fotografia pertenciam a denominada Ilhota.
Pesca no riacho - 1910


Esta fotografia mais se parece com um verso poético do que com uma imagem. A cena, permite a observação de como era o Riacho em dias não chuvosos. O balde ao lado de um dos meninos, retrata a fonte de água domiciliar que o Riacho representava para aqueles moradores.Esta fotografia foi tomada na área do bairro partenon.

Panorama da Cidade Baixa - 1860


Nesta fotografia aparece a ponte dos Açorianos ( ou de Pedra) construída em 1848 para permitir a passagem por sobre o Riacho. Nesta fotografia ainda aparece o antigo solar da Baroneza do Gravataí(sobradão branco) onde no mesmo terreno, 60 anos mais tarde, seria construído o Pão dos Pobres.
O Fundo das Casas da João Alfredo - 1928


Nesta fotografia podemos observar muito bem que as casas que ficavam neste trecho do Riacho não tinham terreno de fundos. Terminavam a pique na beira do Riacho. No centro da imagem, um barqueiro carrega lenha

Nascente do Dilúvio - 2008


Esta fotografia mostra a nascente do Dilúvio na Lomba do Sabão em Viamão. Neste local, as águas são límpidas e despoluídas. Quando foi implantada a primeira Hidráulica em Porto Alegre no ano de 1861( Companhia Hidráulica Portoalegrense) a água era trazida desta nascente por canalização de ferro até os reservatórios em Porto Alegre.

Mapa do Primitivo do Riacho e Canalização Posterior


Este mapa de 1888 mostra (em verde) o curso primitivo do Riacho desde a Ponte da Azenha até a desembocadura no Guaíba. Pelo mapa é possível observar a acentuada curva em ferradura que formava a denominada “Ilhota”. Em vermelho, está o trajeto canalizado a partir de 1941.

Canalização próximo da Cristiano Fischer - 1951


Nesta fotografia podemos observar o andamento da obra na parte próxima ao atual Campus da PUC. A fotografia ainda mostra meninos banhando-se nas águas do Riacho bem como a inexistência da Avenida Ipiranga nesta época, neste trecho.

Barqueiros no Riacho - 1920


Na época retratada nesta imagem, havia um intenso tráfego de barcos pelo Riacho. Alguns poucos levavam passageiros mas a grande maioria carregava lenha e algumas frutas. A lenha era utilizada pelas olarias do bairro Santana.

A Necessidade Constante de Limpeza - 2008


O Departamento de Esgotos Pluviais(DEP) retira por ano cerca de 50.000 metros cúbicos de lixo e terra de dentro do leito do riacho. Caso este trabalho não fosse feito permanentemente, em caso de chuvas torrenciais ocorreriam os mesmos tipos de inundações do passado.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Teatro São Pedro

Teatro São Pedro e Parte da Praça - 1890


Este ângulo, pouco comum, mostra o Teatro São Pedro e parte da praça da Matriz que nesta época tinha muros e grades de ferro .

Teatro São Pedro - Platéia -2008



O processo de restauração do teatro iniciado em 1975 e concluído em 1984 devolveu para a cidade seu grande patrimônio cultural. Esta majestosa fotografia, permite avaliar a grandiosidade do processo de restauração e seu apurado requinte.
Teatro São Pedro - Lustre - 2008


O lustre situado sobre a platéia bem como a estrutura do forro sofreram um processo de reconstrução e restauração completos trazendo de volta toda a beleza original de suas estruturas e o processo artístico neles contido.
O Teatro, o Tribunal e a Praça da Matriz - 1920


Nesta fotografia de rara beleza é possível contemplar quase toda a estrutura arquitetonica da praça e seu entorno. A fotografia foi tomada entre o Teatro e o Tribunal, vendo-se ainda o monumento a Júlio de Castilhos, o Piratiní ainda não inaugurado e a velha Matriz.
O Teatro São Pedro visto da Praça da Matriz - 1939


Nesta bela fotografia tomada por W. Hoffmann Harnisch Filho, podemos observar a praça da Matriz, parte de sua arborização, o monumento a Júlio de Castilhos e, ao fundo, semi-encoberto, o Teatro São Pedro.

O Teatro São Pedro e O Tribunal de Justiça - 1900


Após a construção do São Pedro o mesmo arquiteto Felipe Von Normann, projetou e iniciou a construção da Casa da Camara (depois Tribunal de Justiça) que ficou pronta em 1871 e foi destruída por incêndio criminoso na madrugada do dia 19 de novembro de 1949. Formava com o Teatro São Pedro, um belíssimo conjunto arquitetônico. Fotografia de Virgilio Calegari
O Teatro São Pedro - 1875


Luis Terragno no deixou esta imagem belíssima do São Pedro. Esta fotografia, pelo seu enquadramento, contraste e brilho, é sem dúvida, uma das melhores até hoje tomadas do velho Teatro.

O Teatro São Pedro - 1865


Nesta fotografia colorizada podemos observar o Teatro e parte da praça já com o chafariz da Hidráulica Portolegrense.

O Teatro São Pedro - 1860


Esta fotografia é a mais antiga que se conhece após a inauguração do São Pedro. Foi tomada em 1860 por Luis Terragno de uma das janelas do antigo Palácio da Presidencia. Quando esta imagem foi tomada, o São Pedro tinha apenas dois anos de existência.
O Teatro e o Guaíba - 1880


Nesta fotografia, tomada do alto das torres da velha Matriz, podemos observar que a Praça da Matriz ainda não fazia jus ser chamada assim pois não tinha uma árvore sequer. O Teatro, nesta época já tinha sofrido reformas em seu telhado com a retirada das clarabóias originais.

José-Joaquim-de-Mendanha - 1880


Foi o maestro que regeu a orquestra na inauguração do teatro São Pedro em 27 de junho de 1858. Foi um músico e professor muito respeitado em Porto Alegre.Alguns autores o consideram a figura central da música em Porto Alegre em meados do século XIX. O Hino Riograndense é de sua autoria.
Escadaria do Palco e Instalação Elétrica - 1975


Nestas duas fotografias pode ser constatado o processo de degradação interna das estruturas e principalmente do sistema de eletricidade que corria sério risco de incêndio em função de sua precariedade.

Entrada do Teatro - 1975


Nesta fotografia podemos observar o processo de abandono que foi submetido o Teatro a partir de 1972 quando foi interditado
Barão de Muritiba e Angelo M. da Silva Ferraz


Estas fotografias mostram dois presidentes da Província. O Barão de Muritiba (Manuel Vieira Tosa) foi quem concedeu as seis loterias de cem contos de réis cada uma para a construção do Teatro e aparece nesta fotografia de 1892. O Presidente Ângelo Ferraz foi quem inaugurou o Teatro em 27 de junho de 1858 e cuja fotografia é de 1865.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Telefone em Porto Alegre e Pelotas

Telefonistas em Ação na Companhia Telefonica Riograndense - 1910


Esta fotografias tomadas mais ou menos na época da fundação da Companhia, mostra os dois cidadãos que receberam a carta imperial de concessão( em 1884) para explorar a telefonia em Porto Alegre.
Telefonistas da Companhia União Telephonica - 1900


Esta fotografia mostra duas telefonistas operando a primeira mesa telefônica instalada em Porto Alegre em 1886. A fotografia foi tomada em 1900 e nesta época a Companhia certamente já deveria ter instalado outras mesas pois já tinha mais de 500 assinantes.
Telefones com caixa de madeira



O telefone que aparece à direita na fotografia já é automático e foi utilizado na década de 30 e 40 em Porto Alegre. O modelo que aparece à esquerda,funcionava com bateria interna e foi utilizado no final do século em Porto Alegre quando ainda não havia centrais telefonicas com bateria central.
Telefone automático utilizado nas décadas de 50 a 80


Este modelo de telefone automático foi o mais utilizado entre as décadas de 50 a 80 em Porto Alegre. Foi desaparecendo gradualmente com a entrada no mercado de telefones com design mais moderno. Muitos deste telefones encontram-se ainda em pleno funcionamento pois são compatíveis com as linhas analógicas fixas. O modelo da fotografia, pertence ao acervo Ronaldo Marcos Bastos.

Telefone automático utilizado em Pelotas na década de 30


Este modelo de telefone, com caixa de madeira e microfone fixo, foi utilizado na cidade de Pelotas na década de 30. Restaurado e funcionando, pertence ao acervo de um particular.
Primeiro Telefone instalado em Camaquã - 1918


Este histórico aparelho foi o primeiro telefone particular instalado na cidade de Camaquã em 1918. Foi instalado em um pequeno hotel que depois foi transformado em casa de saúde pelos Drs. Júlio Rosa Teixeira e João Reis Lessa. Quando estes mesmos médicos construíram,o Hospital Nossa Senhora Aparecida, instalaram nele este telefone que funcionou até 1970 quando foram instalados os telefones automáticos. Hoje pertence ao acervo Ronaldo Marcos Bastos.