Hospital Parque Belém

Hospital Parque Belém
Hospital Parque Belém - Vista da Parte Fronteira
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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Navegação Fluvial e Lacustre no Rio Grande do Sul - Parte I

Vapor São Pedro – 1858



Nesta raríssima(única) fotografia de Luis Terragno podemos observar uma doca primitiva e nela atracado um navio a vapor. Trata-se do São Pedro, construído em estaleiro local(não identificado) e adaptado para vapor com motor vindo da Alemanha. O São Pedro foi das primeiras embarcações movidas a vapor a navegar no Guaíba
Estaleiro de Joaquim José de Azevedo – 1865



Nesta fotografia de Luis Terragno podemos observar as instalações do estaleiro de Joaquim José de Azevedo. Situava-se no alinhamento da Voluntários da Pátria mais ou menos na altura da rua Pinto Bandeira. Neste estaleiro, foram construídos muitos barcos a vela e adaptados muitos motores a vapor.
Pequeno Estaleiro em Santa Maria – 1910



A navegação fluvial e lacustre no Rio Grande do Sul permitiu o aparecimento de vários estaleiros de pequeno e médio porte. Nesta fotografia, tomada há um século, podemos ver a construção de uma embarcação de pequeno porte em estaleiro situado na cidade de Santa Maria-RS.
Cais de Embarque em Porto Alegre – 1900




Antes da construção do Cais Mauá, havia um trapiche com cobertura de madeira e utilizado para embarque e desembarque de passageiros. Na fotografia é possível observar um navio de grande porte(possivelmente do Loyd Brasileiro) e atrás o Vapor Rio Taquary de propriedade da Navegação Arnt.
Porto de Pedras Brancas (Guaíba) – 1920



Situada muito próxima de Porto Alegre, Pedras Brancas tinha linha regular de embarcações de carga e passageiros. Dois vapores faziam regularmente esta linha: o Pedras Brancas e o Guaporé. Por este porto escoou durante muitos anos toda a produção da Companhia Fábrica de Papel e Papelão situada em Bom Retiro de Guaíba e uma das mais importantes do estado.
O Porto de Pelotas em Duas Imagens



Na época das charqueadas, Pelotas era o principal centro econômico e comercial do Rio Grande do Sul. Seu porto, acompanhava esta liderança e era o mais movimentado do estado até meados do século XIX. Dezessete anos separam as duas fotografias. Em cima:1895. Em baixo: 1912.

Fotografia de cima: Irmãos Ferrari


O Vapor Montenegro - 1916



O vapor Montenegro, propriedade da Navegação Dreher S/A, durante vários anos fez a linha entre Tapes e Porto Alegre transportando principalmente passageiros e sacas de arroz.
Porto de Rio Grande – 1900



Esta belíssima fotografia mostra o já movimentado porto da cidade de Rio Grande-RS em 1900. Sua localização geográfica faz com que se projete como um dos grandes portos brasileiros.
Vapor Lederstrumpf



Esta fotografia, tomada pelo amador Herr Colembusch, mostra o pequeno vapor Lederstrumpf fundeado no rio Gravataí e com os caçadores fazendo pose para a posteridade. Estas embarcações de pequeno porte eram utilizadas também para atividades esportivas e passeios em fins de semana.
Navios do Loyd Brasileiro Atracados em Frente a Porto Alegre – 1912



O Loyd brasileiro passou a oferecer viagens entre Porto Alegre ,Pelotas e Rio Grande utilizando seus navios. Na fotografia de baixo aparece o Vapor Itapira que foi um daqueles vapores utilizados na bacia da Lagoa dos Patos. Eram navios de porte médio mas que apresentavam bastante conforto e segurança.
Doca do Carvão em Porto Alegre – 1895.



Esta doca foi aterrada para permitir a construção da Prefeitura de Porto Alegre em 1898. Nesta fotografia aparece ao fundo o Vapor Fred Haensel que fazia a linha Porto Alegre – Tapes transportando carga e passageiros.
Veleiros em Frente a Porto Alegre – 1860



Esta raríssima fotografia de Luis Terragno mostra alguns veleiros fundeados em frente a cidade. O grande veleiro a esquerda na fotografia parece ser uma embarcação da Marinha.
Navegação a Vela – Século XIX



Desde o inicio do povoamento, o Guaiba foi utilizado como via principal de saída ou chegada na cidade de outrora. Antes da era do vapor, as embarcações de porte médio e grande utilizavam a vela como meio propulsor. Nesta fotografia de Virgilio Calegari, veleiros cruzam em frente a cidade. Ao fundo aparece parte do Mercado Público
O Adeus aos Veleiros – 1898



Não poderia ser outra a legenda desta genial fotografia de Virgilio Calegari. Final do século XIX, solitário, fundeado em frente a cidade que viu crescer, parece se despedir do seu tempo. No ranger compassado de seu madeirame, ele vê passarem rápidos os esfumaçantes vapores. Ainda lhe sobrariam alguns anos de atividade mas seu tempo estava chegando ao fim.
Genny Naval



Um dos mais conhecidos vapores que navegavam pelas águas do Guaíba e Lagoa dos Patos. Foi lançado ao mar em 1922 como veleiro de três mastros. Posteriormente foi adaptado para vapor e foi assim que prestou serviços à navegação no Rio Grande do Sul. Na década de 60 foi transformado em navio petroleiro. Tinha capacidade para 26 passageiros.
O Farol de Itapuã e da Ponta Alegre



O Farol de Itapuã foi construído em meados do século XIX e é dos mais importantes para a navegação na entrada e saída da Lagoa dos Patos. O farol da Ponta Alegre fica em Santa Vitória do Palmar na Lagoa Mirim
Draga Garibaldi – 1940



Foram várias as dragas que atuaram nas diferentes hidrovias ao longo dos tempos. Isto era necessário para manter os canais de navegação com calado viável e evitar os encalhes. Nesta fotografia vemos a draga Garibaldi em ação na Lagoa Mirim.
O Estaleiro Só em Porto Alegre



Fundado em 1850, foi o mais importante dos estaleiros do Rio Grande do Sul. Situava-se inicialmente na Rua Voluntários da Pátria mas por volta de 1950 mudou-se para a beira do  Guaíba no local denominado Ponta do Mello e teve a sua falência decretada no início da década de 90. Na fotografia superior vemos o Vapor Cruzeiro sendo transformado em petroleiro e na fotografia inferior uma vista aérea na década de 70
Edmundo Dreher -1915



O Sr. Edmundo Dreher era o sócio proprietário da Navegação Dreher. Nascido em São Leopoldo em 1857 desde jovem dedicou-se ao comércio e entre outras atividades fundou a Companhia Aliança de Sul, grande empresa de importação e exportação. O vapor mais famoso da Companhia era o Montenegro
Propagandas das Companhias de Navegação



Por estes cartazes das Companhias de Navegação podemos observar que haviam viagens regulares para o transporte de cargas e passageiros.
Porto de Pelotas – Vista Aérea – 2000



Fotografia aérea do Porto de Pelotas-RS situado no Canal de São Gonçalo. Ao fundo se observa a Lagoa dos Patos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ASSISTENCIA PÚBLICA E PRONTO SOCORRO MUNICIPAL

Local Onde Iniciou a Assistencia Pública Municipal – 1900



Esta fotografia foi tomada quando o seviço tinha apenas alguns meses de funcionamento; Os veículos eram de tração animal pois ainda não havia chegado o automóvel em Porto Alegre. Observar que os leões que hoje estão situados nas entradas laterais, ainda não estavam colocados. A Assistencia Pública funcionou neste local durante 28 anos até que foi transferida para a Rua José Montaury em 1926.
Ambulatório da Assistencia Pública Municipal – 1900



O ambulatório instalado na prefeitura tinha todas as condições para o atendimento aos diversos chamados bem como àqueles que o procuravam diretamente no local.
Sala de Desinfecção da Assistencia Pública Municipal – 1900



Um “moderno” sistema de autoclave para desinfecção dos instrumentos médicos foi montada junto ao ambulatório na antiga prefeitura. Era o que havia de mais moderno na época.
Necrotério Municipal – 1900



Além do atendimento médico, a Assistencia Municipal também mantinha um necrotério com legistas e funcionários contratados que se encarregavam dos enterros daquelas pessoas desprovidas de recursos financeiros. Inclusive um esquife de tábuas simples era fornecido gratuitamente, permitindo dignidade à pessoa falecida.
José Montaury e Luis Nogueira Flores



O Dr. Luis Nogueira Flores foi o idealizador e primeiro diretor da Assistencia Pública Municipal em 1898. O prefeito José Montaury de Aguiar Leitão determinou a estruturação do serviço e destinou uma área no recém inaugurado edifício da prefeitura(Paço Municipal) para seu funcionamento.
As Ambulancias da Assistencia Pública – 1939



A partir de 1913 os veículos de tração animal foram progressivamente substituídos por automóveis adaptados para ambulancias. Nesta fotografia, a frota da Assistencia Pública aparece em frente ao prédio onde funcionava na esquina da Cel. Vicente com a Comendador Manoel Pereira, bem atrás do antigo edifício da antiga Mesbla. O serviço funcionou neste prédio de 1934 até 1944 quando se transferiu para o HPS.
Uma “Assistencia” Presa nas Águas – 1941



A Assistência Pública Municipal era tão inserida na população que em Porto Alegre não se dizia “lá vai uma ambulancia” e sim,” “lá vai um a assistencia”. Nesta foto uma delas fica retida pelas águas da enchente de 1941. O serviço de Assistencia Municipal prestou inestimáveis serviços durante a grande enchente
Bruno Marsiaj e Loureiro da Silva – 1939



O Dr. Bruno Atílio Marsiaj (1905-1984) era o diretor da Assistencia Pública Municipal em 1939 quando idealizou o projeto do HPS. A concepção do HPS como um hospital para atendimento das urgências e também ligado ao ensino e a pesquisa, foi de sua lavra. O prefeito José Loureiro da Silva(1902-1964) comprou a idéia e determinou a construção do hospital tendo passado para a historio como o construtor do HPS entretanto, a figura de Bruno Atílio Marsiaj não pode ser esquecida.
Autorização de Criação do Hospital de Pronto Socorro – 1939



Ofício enviado ao interventor Gal. Cordeiro de Farias encaminhando o projeto para criação do HPS de Porto Alegre. No mesmo oficio, o despacho de Cordeiro de Farias autorizando a obra e o encaminhamento de Loureiro da Silva à Diretoria de Obras da prefeitura para que providenciasse a licitação. Estávamos no inicio do ano de 1939
Hospital de Pronto Socorro – 1944



Fotografia tomada nos primeiros dias de funcionamento do HPS. Considerando a população daquela época (aproximadamente 300.000 habitantes) o hospital tinha sobra de espaço físico e parecia que nunca seria necessária sua ampliação.Hoje, passados 66 anos de sua inauguração, ele ainda consegue manter seus importantes serviços à população e brevemente sofrerá substancial ampliação.
As Irmãs de São Vicente de Paula – 1945



Ordem de São Vicente de Paula através de suas irmãs, foi quem assumiu a parte referente a administração da enfermagem, cozinha e limpeza do HPS nos primeiros anos de funcionamento. No passado, as ordens religiosas eram frequentemente incumbidas destas tarefas em quase todos os hospitais brasileiros. Este ciclo se encerrou progressivamente com a necessária profissionalização dos diferentes setores dos hospitais. Com o HPS não foi diferente.
Cozinha do HPS – 1945



Nesta fotografia aparecem as instalações da ampla cozinha do HPS na época de sua inauguração
Sala de Queimados do HPS – 1990



Os casos dos pacientes com graves queimaduras (grandes queimados) sempre foi uma grande preocupação do HPS historicamente. O setor de queimados é referencia no estado ainda nos dias de hoje.
Hospital de Pronto Socorro – Década de 90



Esta fotografia, tomada no inicio dos anos 90 mostra o HPS com as ambulancias do programa “Anjos da Guarda” iniciado na gestão do prefeito Olivio Dutra. Este serviço foi muito importante e somente se encerrou com a entrada do SAMU.
Hospital de Pronto Socorro – 2008



Esta fotografia mostra o HPS inserido em uma zona extremamente movimentada, com transito muitas vezes congestionado dificultando o acesso das ambulâncias. O sistema SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) realiza todo o serviço de remoções do HPS.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Companhia Fábrica de Papel e Papelão – Bom Retiro de Guaíba

Clique aquí para ver um vídeo sobre a Companhia Fábrica de Papel e Papelão


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As Instalações em 1910



Nesta raríssima fotografia podemos ver as primitivas instalações da fábrica em 1910. Na imagem é possível observar as pilhas de bambu em frente a fábrica.O Bambú era a matéria prima utilizada para obtenção da celulose.
O Escritório em Porto Alegre – 1914



Com o incremento dos negócios e a entrada de novos sócios a companhia mantinha um escritório na Rua das Flores(Siqueira Campos) bem próximo dos trapiches junto ao Guaíba. Como em Bom Retiro não havia telefone, mantinham um serviço de pombos-correio para se comunicarem.
Fritz Schaarschmidt e Sebastião Brito



O engenheiro Fritz com sua esposa Mariana em frente a sua casa no Bom Retiro. Foi diretor-gerente durante 30 anos e responsável pelo incremento e modernização da fábrica. Sebastião Pinheiro era o acionista controlador da empresa por volta de 1910 quando da entrada de novos sócios. Para ficar mais próximo de sua indústria adquiriu um sítio em Vila Elsa, um balneário de Guaíba. Seu neto,Nei Brito, foi na década de 60, chefe da Casa Civil do governador Leonel de Moura Brizola.
Oficina de Manutenção – 1935



Estas duas fotografias mostram diretores e funcionários da fábrica no interior da oficina de manutenção. Convém lembrar que toda a manutenção das máquinas e equipamentos era feita na própria fábrica.
Cilíndro Para Secagem do Papelão – 1935



Diretor e outros funcionários posam junto a um cilindro para secagem de papelão que seria instalado na fábrica.
Nova Caldeira ao Porto em Porto Alegre – 1938



Sebastião Brito e Fritz H.Schaarschmidt (ao fundo) posam ao lado da nova caldeira que chegava ao porto endereçada a C.F.P.P.. Em primeiro plano se observam barris que, muito provavelmente, sejam de soda cáustica.
Máquina (Holandesa) Para Refino da Massa – 1940



Nesta raríssima fotografia (acervo Bruno Hein Schaarschmidt) podemos observar a então “moderna” máquina que realizava o refino da massa de fibras de celulose após ser cozida e desagregada nas autoclaves com a soda. Esse é o último passo da massa antes de ir para a máquina de papel. Nesta época a indústria já estava eletrificada como se observa pelo motor em primeiro plano.




O Bambú Como Matéria Prima – 1940



A fábrica não utilizava Eucalipto nem Pinus nem outros tipos de árvores e sim Bambú para obtenção dos cavacos que eram moidos e misturados com a soda cáustica para obtenção posterior do papel e do papelão. Os bambuzais ainda se encontram na região e consta que foram trazidas mudas especiais que tinham o cerne mais grosso e rendiam mais cavacos.
O Casarâo de Bom Retiro



Este casarão(acima) foi construído por Henrique Brockmann para servir como residência de sua família nos primeiros anos de funcionamento da fábrica. Situava-se em local alto e do qual se tinha uma visão de quase todo o povoado.Foi totalmente destruído por um incêndio há alguns anos e dele nada restou a não ser as fundações. Na fotografia de baixo, aparecem os diretores confraternizando em uma festa no interior do casarão
A Construção da Nova Chaminé – 1940



Nestas fotografias aparecem fases da construção da nova chaminé. A antiga, muito baixa e metálica, causava grande desconforto aos moradores da região em função da fuligem expelida
A Fábrica em 1949



Ao longo dos 70 anos em que esteve em Bom Retiro, a fábrica passou por várias ampliações e modernizações. Esta fotografia mostra o aspecto das instalações em 1949. A nova chaminé de 41 metros de altura já estava em funcionamento.
A Mudança Para Guaíba – 1960



Quando foi vendida para o Grupo Votorantim em 1957 a fábrica foi imediatamente transferida para a cidade de Guaíba. Nesta fotografia podemos observar um cilindro de secagem chegando ao local.
Visita às Ruinas em Bom Retiro – 22-11-2010



Nesta fotografia apareço ladeado por Bruno(E) e por Amilcar Ribeiro(D) no dia de nossa visita às ruínas em Bom Retiro. Se nada for feito, esta página histórica de nossa indústria vai se perder definitivamente na poeira do tempo.Seria uma lástima.

FOTO: MARIANA BASTOS
Carteirinha de Sócio da Sociedade Tiro ao Alvo Recreio – 1889



Esta raridade pertence a Bruno Schaarschmidt e mostra uma prova de que a fábrica já existia em 1889 pois esta sociedade foi fundada pelos diretores e funcionários da companhia com finalidade recreativa. A se comprovar sua fundação em 1887, esta teria sido a mais antiga fábrica de papel do Brasil.